“— Tá fumando de novo?
— Eu nunca fumei.
— Se drogando? Bebendo?
— A única droga que eu uso, é…
— Eu?
— Se enxerga.
— Então porque tá rindo?
— Sua cara.
— Tô com cara de idiota?
— Quer que eu seja sincera, sincera?
— Como se você precisasse pedir permissão pra me fazer de otário.
— Eu gosto.
— De me provocar?
— Só pra te ver irritadinho.
— É bom?
— É lindo.
— Por quê?
— Porque seus lábios tremem e suas bochechas ficam vermelhas.
— Que estranho.
— Você é bem estranho mesmo.
— Então a gente combina.”
“Me diz, Deus, o que é que eu faço agora? Se me olhando desse jeito ela me tem nas mãos!”
“Amor pra mim é aquela vontade da gente se fundir com o outro até o mundo terminar. Tem um quê de desespero, pois a gente tem medo da perda. Tem um quê de descontrole, pois ninguém tem domínio de um sentimento tão puro quanto esse. Tem um quê de coragem, porque a gente passa por cima de muitas coisas. Tem um quê de paciência. Tem um quê de cumplicidade. Tem um quê de segredo. Tem uma pitada de muitas coisas.”
“Fica mais, fica mais um pouco, porque muito de você pra mim ainda é pouco.”
“Todo mundo tem suas carências, todo mundo é humano, todo mundo sente. Uns sentem mais, outros menos, alguns quase nada, mas sentem. Podem adorar ser livre de noite na balada, no barzinho com os amigos, mas pelo menos antes de dormir ser livre pesa.”
“É sufocante isso, né? Sabe, isso de querer muito alguém, e não ter retorno. Isso de sentir demais, e não ser sentido por ninguém; isso de amar muito, e ser amado pouco. Sei lá. Na verdade, não é aquilo de: “eu não posso viver sem retorno de sentimentos.” Porque eu posso, todo mundo pode. Mas doí. Não aquela dor insuportável. É aquela dorzinha que incomoda, sabe? Que sufoca pouco á pouco. Não mata simplesmente, mas vai machucando até a gente não aguentar. ”